quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

CONFERÊNCIA " Estado Islâmico" - Universidade Autónoma de Lisboa

Conferência "Estado Islâmico"
11 de Dezembro | Auditório 1 | 10h15-13h





O autoproclamado “Estado Islâmico” (EI) surgiu repentinamente como uma das maiores ameaças à segurança internacional e europeia. Controlando um vasto território que abrange entre cinco e seis milhões de pessoas no Iraque e na Síria e até na Líbia, tem atraído jihadistas estrangeiros de todo o mundo, incluindo muitos europeus, numa escala sem precedentes. Liderado pelo “Califa” Abu Bakr al-Baghdadi, o EI exibe terror extremo - incluindo decapitações, crucificações, torturas, violações e fuzilamentos em massa dos considerados “infiéis” – e invulgar habilidade nas suas propaganda de ódio e campanha de recrutamento na web e nas redes sociais, ao mesmo tempo que usufrui dos recursos petrolíferos que controla e instrumentaliza quer um certo “vazio de poder” em algumas áreas quer a conflitualidade étnica, política e religiosa quer ainda a complexa rede de solidariedades tribais naqueles países para reforçar as suas fileiras e tentar expandir as suas “fronteiras”.


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Além da mortandade e da barbárie que perpetra contra os adversários, da instabilidade que instiga na região e da insegurança que provoca um pouco por todo o mundo, a expansão do EI provocou directamente largos milhares de deslocados e de refugiados, muitos deles concentrados na vizinha Turquia. Para combater o EI, além das forças governamentais iraquianas e sírias, foram armados os peshmerga curdos e desencadearam-se bombardeamentos por uma coligação internacional liderada pelos EUA. Na Europa, sobretudo, discute-se o risco associado aos jihadistas europeus que regressam depois de aderirem ao EI e quais as medidas mais adequadas para fazer face a esta ameaça. Por seu lado, a Turquia, país vizinho e membro da NATO, parece hesitante entre o combate resoluto ao EI e o receio de fortalecimento do independentismo curdo….
Quais são, afinal, os objectivos do EI e qual a natureza e a dimensão desta ameaça? De que apoios e meios dispõe o EI? E porquê o surgimento e a expansão do EI na Síria e no Iraque? É o EI um grupo dissidente da Al-Qaeda ou fazem ambos parte de um movimento terrorista jihadista mais amplo? É possível vencer o EI sem soldados ocidentais no terreno e na frente de combate? E que políticas e estratégias anti-EI podem/devem a NATO e a UE implementar? Qual o papel e os desafios da Turquia no combate ao Estado Islâmico? Estas são algumas das inquietações e das questões que um reputado painel de especialistas discutirá na conferência sobre o “Estado Islâmico” organizada pelo OBSERVARE-Observatório de Relações Exteriores e que terá lugar na UAL no dia 11 de Dezembro, entre as 10h15 e as 13h00 (ver programa).
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Departamento de Relações Internacionais
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Tel.: 213 177 600 | ext.: 437
relint@universidade-autonoma.pt
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( O texto supra foi transcrito da página da UAL)
O programa pode ser consultado aqui:http://autonoma.pt/Estado-Islâmico-p1436.html
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